Split Payment: a nova forma de pagar impostos

A Reforma Tributária já trouxe grandes mudanças para as empresas. Entre tantas novidades, uma das que mais tem chamado a atenção é o Split Payment, um modelo que promete transformar a forma como os tributos serão recolhidos nas operações comerciais.

Embora o tema pareça técnico, entender como ele funciona é fundamental para empresas que desejam se preparar para as novas regras. Seus impactos vão além da forma de recolher impostos e podem influenciar o fluxo de caixa, exigir um controle operacional mais rigoroso e tornar a integração entre os setores ainda mais importante.

Neste artigo, você vai entender o que é o Split Payment, como ele funciona, quais são seus principais impactos para as empresas e por que contar com um ERP integrado pode fazer toda a diferença durante essa transição.

 

O que é Split Payment?

Split Payment, em português, significa “pagamento dividido”.

Na prática, trata-se de um mecanismo em que o valor pago pelo cliente é separado automaticamente entre diferentes destinatários. Com a Reforma Tributária, essa divisão será utilizada para destinar:

  • o parte que pertence à empresa;
  • o parte correspondente aos tributos, como a CBS e o IBS, que será direcionada ao governo.

Hoje, a empresa recebe o valor integral da venda e posteriormente realiza o recolhimento dos impostos.

Com o Split Payment, essa lógica muda. Parte do valor da operação poderá ser destinada automaticamente ao pagamento dos tributos, reduzindo etapas no processo de arrecadação, aumentando o controle tributário e trazendo mais segurança para as empresas e para o governo.

 

O que muda na forma de pagar impostos com o Split Payment?

A forma mais simples de entender essa mudança é fazer uma comparação com uma situação que já faz parte do dia a dia de muitas empresas.

Embora não envolva impostos, as operações com cartão de crédito utilizam uma lógica semelhante: um único pagamento é dividido automaticamente entre diferentes destinatários.

 

Funciona assim: imagine que um cliente faça uma compra de R$100,00 utilizando cartão de crédito.

Hoje, quando o pagamento é processado, a operadora do cartão realiza automaticamente a divisão do valor. Se a taxa da operação for de 2%, por exemplo, ela retém R$2,00 pela prestação do serviço e transfere os R$98,00 restantes para o lojista.

 

Com o Split Payment, previsto na Reforma Tributária, a lógica será parecida, mas com outra finalidade. Além das taxas da operação, o sistema poderá separar automaticamente o valor correspondente aos tributos, como a CBS e o IBS. Assim, a empresa receberá apenas a parcela que realmente lhe pertence, enquanto a parte destinada aos impostos será direcionada ao governo.

Dessa forma, o recolhimento dos tributos tende a ser mais automatizado, reduzindo etapas, aumentando a rastreabilidade das operações e trazendo mais segurança para o processo de arrecadação.

A regulamentação desse novo modelo está prevista na Lei Complementar nº 214/2025, que estabelece as regras para a implementação do Split Payment no contexto da Reforma Tributária. 

 

Quais os impactos para as empresas?

Mais do que uma mudança na forma de recolher impostos, o Split Payment também altera a maneira como os recursos financeiros circulam dentro das empresas. Na prática, isso exige processos mais integrados, maior controle sobre as operações e uma gestão preparada para acompanhar as novas exigências da Reforma Tributária.

Entre os principais impactos estão:

 

1. Mudanças no fluxo de caixa

Hoje, a empresa recebe o valor integral da venda e depois realiza o recolhimento dos tributos.

Com o Split Payment, parte desse valor será destinada automaticamente ao governo. Isso exige um planejamento financeiro mais preciso e uma visão mais clara do caixa da empresa.

 

2. Maior necessidade de integração entre setores

O financeiro, faturamento, fiscal e o contábil precisarão trabalhar ainda mais alinhados.

Se as informações estiverem espalhadas em planilhas ou sistemas diferentes, o risco de inconsistências e retrabalho aumenta.

 

3. Mais controle sobre as operações

Como o pagamento dos tributos passa a fazer parte da própria operação financeira, acompanhar cada venda e recebimento se torna ainda mais importante.

As empresas precisarão ter informações confiáveis e atualizadas para entender exatamente quanto receberam e como os impostos foram tratados.

 

4. Tecnologia como aliada da gestão

Com as novas regras, processos manuais tendem a se tornar cada vez menos eficientes.

Quanto maior o volume de operações, mais importante será contar com um sistema capaz de integrar emissão de notas fiscais, financeiro, contas a receber, conciliação bancária e informações fiscais em um único ambiente.

Além de reduzir riscos e minimizar erros, essa integração proporciona mais agilidade, segurança e eficiência para a gestão da empresa.

 

Como um ERP ajuda nessa adaptação

Diante das mudanças trazidas pelo Split Payment e pela Reforma Tributária, contar com um ERP integrado deixa de ser apenas uma vantagem competitiva e passa a ser um importante aliado para manter a empresa organizada e preparada para as novas exigências fiscais.

Um ERP conecta diferentes setores da empresa em uma única plataforma, automatizando processos e centralizando informações que apoiam uma tomada de decisão mais rápida e segura.

No contexto do Split Payment, essa integração permite acompanhar toda a jornada financeira da operação, desde a emissão da nota fiscal até o recebimento dos valores e seus reflexos fiscais. Com isso, a empresa ganha mais controle sobre as operações e reduz a dependência de processos manuais.

Entre os principais benefícios de um ERP nesse cenário estão:

  • integração entre os setores financeiro, fiscal, contábil, comercial e de faturamento;
  • informações centralizadas e atualizadas em tempo real;
  • redução de erros e retrabalho causados por lançamentos manuais;
  • maior controle sobre o fluxo de caixa e as movimentações financeiras;
  • mais agilidade para acompanhar mudanças na legislação e atender às novas exigências fiscais;
  • mais segurança, rastreabilidade e confiabilidade das informações.

Além disso, empresas que utilizam um sistema atualizado conseguem se adaptar às mudanças legais com muito mais rapidez, reduzindo riscos operacionais e mantendo seus processos em conformidade com a legislação.

 

Prepare sua empresa com o Sistema Impacto

O Sistema Impacto é o ERP da TRS Sistemas, desenvolvido para acompanhar as constantes mudanças da legislação e atender às novas exigências fiscais com mais segurança e eficiência.

Quem está à frente de uma empresa sabe que a gestão exige adaptação contínua. A Reforma Tributária já trouxe mudanças importantes e, nos próximos anos, novas etapas, como a implementação do Split Payment, passarão a fazer parte da rotina das empresas.

Por isso, acompanhamos de perto cada atualização na legislação para manter o Sistema Impacto sempre atualizado e preparado para atender às novas regras, proporcionando mais tranquilidade e segurança aos nossos clientes.

Com módulos integrados de financeiro, faturamento, estoque, compras e vendas, o sistema oferece uma visão completa da operação, centraliza informações e facilita o controle dos processos, tornando a adaptação às mudanças fiscais muito mais simples e eficiente.

Mais do que atender às exigências legais, nosso compromisso é oferecer uma gestão inteligente, integrada e preparada para os desafios do futuro.

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